quinta-feira, 2 de março de 2017

A velha crise nos transportes.

Foto Reprodução do site Ampost


 Vivemos uma onda de crises; na saúde, na segurança e, entre outros, no sistema de transporte público. Com o aumento nas passagens para 3,80 reais, em Manaus, o problema dos transportes volta à baila.

 O mais comum é criticar o preço e as condições dos ônibus que sevem a população. Os preços estão exorbitantes e as condições dos transportes péssimos. Isto acontece por vários motivos. O sistema de gerenciamento público dos transportes funciona como uma extensão das concessionárias. O corolário é que, na prática, não existe real fiscalização. Por outro lado, existe um cartel nacional que explora estes serviços, impedindo que seja aplicada a lei do mercado, ou seja, não tem concorrência. Nestas condições, os empresários do setor não têm porque se preocupar com o usuário haja vista que os seus lucros estão garantidos.

 Enquanto isso, a Prefeitura pouco ou nada faz para criar uma infraestrutura capaz de dar uma alternativa para o caos no trânsito. É preciso investimento para solucionar o problema. Abertura de novas avenidas para dar vazão aos carros que se deslocam para os bairros mais distantes requer desapropriação de muitos terrenos. Vias de mão única esbarram em uma questão cultural que impedem a sua viabilização. Qual seja; recusamos-nos a ir um pouco mais além para retornarmos.

 Enquanto não houver coragem para romper com o sistema montado pelas empresas e seriedade para desapropriar terrenos, abrir novas avenidas e ruas de mão única, vamos assistir o caos que garante lucros aos empresários e votos ao Prefeito.


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

NÃO DESOBEDEÇA AS REGRAS.

FOTO: 
www.facebook.com/goreth.garciaribeiro



 "Não desobedeçam as regras". Foram estas as últimas palavras, segundo soube, da primeira dama do Município de Manaus, Goreth Garcia,  em reunião com os  Conselheiros Tutelares neste 07 de outubro.  
 Depois da festiva desorganização da eleição para o Conselho Tutelar de Manaus, a frase pode soar como algo inovador. Mas tudo indica que apenas parece. A primeira dama admitiu que não tinha conhecimento do que os seus subordinados estavam fazendo. Não sabia que eles é quem decidiram antecipadamente quem deveria votar. Os nomes que estavam em poder dos mesários continham apenas 20% dos eleitores das zonas de votação. Daí os nomes não serem encontrados na lista, que agora se sabe, os funcionários da Prefeitura produziram.
 Ela não sabia e parece continuar sem saber, que parentes em primeiro grau de candidatos atuaram como presidente de mesa na seção onde o primo era candidato.
 Mas afinal qual o motivo desta reunião?. Segundo fui informado, nesta reunião os conselheiros decidiram o dia da próxima eleição. A pergunta que se faz é porque os outros candidatos não foram consultado? Será que existem motivos escusos evidentes por trás desta atitude?
 Como nos ensinou Martim Lutero; Falamos aquilo que precisamos aprender. Primeira dama NÃO DESOBEDEÇA AS REGRAS.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014






Vivemos uma crise de Governabilidade.
Ao andarmos pelas ruas de Manaus nos deparamos com coisas que não entendemos porque existem. Não sei se é os postes que estão invadindo as ruas ou se estão correndo com medo das casas que são construídas na beira das calçadas. 
Mas onde está a crise de governabilidade?
O MANAUSTRANS, no Japiim, ocupa uma área em que as grades que cercam o edifício dá a exata dimensão do problema. O poste da Manaus Energia está dentro do pátio do Instituto. O órgão que deveria dar o exemplo para os munícipes é o primeiro a ostentar o descaso com a cidade de Manaus e as leis.
Será que nenhum funcionário da Prefeitura viu isso? Porque a Prefeitura não dá o exemplo?
Falta GOVERNO na cidade.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Os coveiros do populismo estão com suas pás em punho.

      Estive no final do ano passado em Itacoatiara e confesso que fiquei preocupado com a atitude de algumas pessoas do povo para com o Prefeito da cidade. Naquela ocasião parecia impossível uma reeleição. O PT governara outras cidades do Amazonas, mas, Itacoatiara é a segunda cidade do estado e isso toma uma dimensão muito importante.
       Depois disso voltei somente agora para participar do FECANI. Esperava encontrar uma situação pior que a encontrada antes. Fiquei surpreendido com a manifestação do povo da Velha Cerpa. Um povo feliz e decidido a manter no poder o prefeito do PT. As vozes dissonantes continuam, mas isto é somente o eco daqueles que por muito tempo estiveram sob a sombra do poder.
      O povo, que por décadas acreditaram na elite daquela cidade, começam a perceber que o populismo dos governos anteriores prejudicou muito o futuro daquela cidade.
Diz o ditado popular que; “é preciso estar no lugar certo na hora certa”.  Parece que os itacoatiarenses estão dando a sua resposta no lugar certo, na hora certa. Após essas eleições será preciso colocar as barbas de molho com o povo.
      Em Itacoatiara senti a força da militância do Partido dos Trabalhadores. Os coveiros do populismo estão com suas pás em punho.

terça-feira, 22 de março de 2011

Elite


Escrevo este artigo no mesmo momento em que assisto ao pronunciamento da nossa presidente Dilma Rousseff. O que me motivou a escrever foi o fato de ver na platéia um número significativo de pessoas, conhecidas no Brasil, a acompanhar a comitiva da Presidente. Pessoas que no passado repudiavam o fato de o país ter um presidente operário, ou como era mais comum, analfabeto.

Antes o ataque ao PT era sistemático. Hoje, quase não se houve nenhum indício de que o partido seja incompetente para governar o país. É de se perguntar o que mudou? E a resposta é óbvia. O que mudou foi a classe social há qual pertence o presidente. Enquanto o ex-presidente era um proletário, a atual pertence à classe média alta. Daí a adesão incondicional a presidente.

Apesar da popularidade do ex-presidente Lula ser bastante alta, a indignação de ter um homem do povo no poder, sempre gerou protestos veementes. Agora parece que tudo está perfeito. A Presidente não é analfabeta. Isto não significa que ela não cometa deslizes no língua. Mas quem se importa? O fato é que não é mais um pobre que está no poder.

O PT está do jeito que a classe dominante sempre desejou. Não lembra nem de longe as suas origens. Mas esta súbita adesão a nova presidente nunca vai esconder o fato de que a classe alta deste país é possuidora de preconceito para com os pobres.

A seguir esta tendência, a elite vai retornar ao poder sem, contudo, precisar disputar uma eleição.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Quem nunca pecou.


Quando a poeira começa a baixar fica mais fácil enxergar. Em todo esse caso que envolveu o prefeito de Manaus e os paraenses, uma questão salta aos olhos. Quem nunca riu com uma “piada” sobre paraense? Quem nunca contou uma?

Que o prefeito cometeu um ato falho, não há dúvidas. Entretanto, a população amazonense deveria aproveitar a gafe e pedir desculpas aos nossos irmãos paraenses. Esta passagem lembra o caso bíblico de Maria Madalena. Guardada as devidas proporções, os mesmos que contam piadas preconceituosas sobre paraenses estão a desferir suas pedras.

Claro que na vida pública, o representante do povo deve agir com virtude ou virtuosismo. No plano ético, exigimos uma posição aristocrática do governante. Isto é, o governante é o sábio, o belo, destinado por natureza a não errar. Mas, vivemos na democracia e o governante é o reflexo de seu povo. Se não fosse assim, não permaneceria por tanto tempo no poder.

De minha parte, peço desculpas aos irmãos paraenses e se não for pretensioso, o faço por todos amazonenses.

Quem nunca pecou que atire a primeira pedra.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Ano novo... Idéias Velhas


Estamos começando um novo ano. Diz o ditado que, ano novo, vida nova. Engano. Assistimos as velhas trapalhadas políticas em todo o cenário nacional. As velhas formas de se fazer política estão cada vez mais fortes e sem nenhum pudor.
Até quando assistiremos ao PMDB, partido formado por uma gama de fisiologistas, usarem a bancada como moeda de troca para interesses pessoais? Estão no poder a mais de vinte anos e nunca se importaram com o salário dos trabalhadores brasileiros. Agora, de uma hora pra outra, são os arautos dos grandes salários. Tudo por conta dos cargos de segundo escalão do governo federal.
Em todo este processo de mudanças ocorrido a partir do governo Lula, o povo brasileiro espera que estas práticas fiquem no passado e que o espírito público prevaleça. Este partido ainda possui a segunda maior bancada do congresso nacional. Entretanto, é publico e notório que o PMDB vem perdendo espaço político. A seguir esta tendência, caminha a passos largos para o desaparecimento.
A chantagem política do PMDB, ao governo federal, demonstra que no ano novo, a sua prática é velha.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Anos de chumbo

Não faz muito tempo que o mundo vivia sob a égide do terror. A década de setenta foi o auge das ditaduras e dos governos da chamada direita. Na América do sul, a operação condor tinha como objetivo exterminar a esquerda.

O Brasil foi capaz de enfrentar um processo de redemocratização que envolveu a anistia aos envolvidos no processo. Entretanto, ainda se houve acusações de terrorismo a algumas figuras daquele período. Que o diga a nossa presidente eleita Dilma Roussef, tachada de terrorista e seqüestradora.

A Europa vive um momento delicado com a chegada ao poder de governos nitidamente de direita e instabilidade econômica. A Itália encontrou uma forma de desviar a opinião pública de seus problemas internos. Mas, para isso, patrocina uma perseguição política nos molde da década de setenta.

A posição do governo brasileiro demonstra a nossa soberania e a condição de tratar um país de primeiro mundo como igual.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Muito barulho por nada.


A tentativa de voltar ao governo da capital amazonense pela dinastia da família Correa já começou. Assistimos a uma onda de marketing pesadíssimo, numa clara tentativa de polarizar as eleições dois anos antes do pleito. Daí os ataques direcionados ao prefeito de Manaus e sua administração.

O problema é que, a considerar as últimas eleições, o povo está mais propício a votar em campanhas light do que nas campanhas agressivas. Tudo indica que uma parte da população espera propostas e não baixarias. Esse é o dilema dos Correas. Pois o senhor Serafim Correa havia chegado à prefeitura em cima de propostas.

Gerou uma grande expectativa e causou uma imensa frustração. Este fato parece ser o único capaz de explicar as atitudes do pai e do filho com relação ao senhor Amazonino Mendes. Em toda essa questão, só assistimos críticas e nenhuma proposta, Não que a prefeitura não mereça críticas. Entretanto, era de se esperar, de alguém que já governou a cidade, contribuísse muito mais com proposta, do que critica.

Parafraseando Shakespeare, pois faltam dois anos e existem outros candidatos, “ é muito barulho por nada”.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Itacoatiara: um porto alternativo.

Em todo este caso que envolve a problemática do porto de Manaus as soluções encontram alguma dificuldade de execução. Quando do acidente no porto Chibatão, ficou impossível esconder a necessidade de se pensar em uma solução para o problema de carga e descarga na cidade de Manaus.

Talvez a solução esteja em outro lugar, não em Manaus. Imagine a construção de um porto na vizinha cidade de Itacoatiara. Esta cidade possui todas as condições para isso sem, contudo, gerar os entraves criados na capital. Alem da geração de emprego e renda que esta iniciativa geraria naquele local.

As vantagens podem ser computadas facilmente. Como a cidade de Itacoatiara está ligada a Manaus através de rodovia, ganharíamos tempo na entrega das mercadorias, principalmente as direcionadas ao pólo industrial de Manaus. É sabido que uma embarcação de carga demora em media 24h entre Itacoatiara e Manaus. Com um porto naquele município, diminuiríamos em pelo menos 20 horas o tempo de chegada a Manaus.

Esta engenharia nos dá também uma economia considerável nos preços do transporte. Sem falar que diminuiríamos a grande movimentação de carros pesados no centro da capital amazonense.

Só assim, poderemos ter um porto exclusivo para cruzeiros turísticos que nos visitam todos os anos. Cidades como São Paulo já adotam esta solução há muito tempo. Santos é um bom exemplo.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O espírito das Leis


Carlos de Secondat, ou Montesquieu, ficaria sem saber como teorizar a política amazonense. No livro, “o Espírito das Leis”, ele trata da separação dos poderes. O Executivo, o Legislativo e o Judiciário seriam poderes harmônicos mas independentes. Isto significa que cada poder seria autônomo. Seria, haja vista que, pelo que se viu na Câmara Municipal de Manaus em nenhum momento houve independência.

Pelas notícias que nos chegam, até as empresas do pólo industrial de Manaus exercem poder de barganha junto aos vereadores. No caso específico, o Senhor Massami Miki.

Com a coletiva do Prefeito de Manaus, aí não restam dúvidas. Qualquer um que ganhasse a eleição estaria se submetendo a forcas externa corpus. O que deixaria Montesquieu no mínimo desnorteado.

As trapalhadas da Câmara Municipal de Manaus depõem contra a democracia e o jogo democrático.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Liberdade Chinesa

O desejo humano parece ilimitado. Em algumas áreas isso é fundamental e devemos até incentivá-los. O conhecimento humano deve buscar sempre o novo. Portanto, as ciências são o lócus privilegiado do desejo. Fora disso, ele se revela nefasto.

Afinal, qual o objetivo de se acumular tantas riquezas? Quando se acumula riqueza de forma honesta, digna, servimos de exemplos. Mas, quando o desejo de fazer fortuna não encontra limites, estamos diante de uma questão patológica. Só isso será capaz de explicar os fatos ocorridos na madeireira Cifec.

Opressão e liberdade são os conceitos que estão em jogo. O povo quer livrar-se da opressão e os poderosos sempre buscam oprimir o povo. Isso está implícito em todas as sociedades. Entretanto, no sistema democrático, a vigilância da sociedade consegue inibir a tirania.

Pensam alguns que a sua felicidade depende da realização de algum fim medíocre ou grandioso. Como crianças, abandonam suas conquistas e partem para a seguinte, pois a felicidade não depende de algo material.

A ganância impede os homens de viver e viver feliz. O desejo de lucro a qualquer preço só trás vergonha.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Razão e Emoção


A disputa da opinião pública, a dois anos das eleições, pode estar dando a idéia do que vem a ser a sucessão do senhor Amazonino Mendes. Daí a preocupação com as vaias que o Prefeito de Manaus obteve na estada do Presidente Lula em nossa terra.

É sabido que, nessas ocasiões, os grupos de interesses patrocinam a ida de seus correligionários ao evento. Cada um quer aparecer para o Presidente como liderança local, como aquele que detém o poder político. Entretanto, este não foi o caso, o que se viu foi que um grupo esteve no local única e exclusivamente para promover a sonora vaia que foi ouvida e divulgada. Quem, em sã consciência, sairia de casa para ver o Presidente, repito, ver o Presidente, e espontaneamente vaiar o Prefeito de Manaus?

Não há dúvidas que alguém patrocinou o ocorrido. Muitos leitores devem ter atinado para isso e aos que me consultaram a respeito tenho dito que a única explicação para isso é as eleições para Prefeitura de Manaus. A administração do Prefeito Amazonino Mendes não é perfeita, existem problemas a ser resolvidos, mas daí imaginar que é a pior que já existiu, não passa de asneira. É difícil comparação neste momento. Todavia, o pior já passou.

Quando assisto a comentários sobre o fato, imagino o que vamos ouvir no período das eleições. Baixarias e nenhuma proposta.

Daí a importância que tem a opinião pública, o perfil do eleitor que se deixa levar por fatos como esses. Isso explica o Prefeito ter a necessidade de desfazer o contexto em que a s vaias ecoaram.

A batalha já começou.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Rumo Certo


Quando estamos em dificuldades, quando tudo parece não ter jeito, ai pode estar a grande virada em sua vida. Para mudar é preciso acreditar e ousar. Pense em sua vida e identifique o que o levou a estar onde está. Importante observar nas coisas pequenas, pois as grandes são de fácil identificação. Um ditado chinês diz; "A gente tropeça sempre nas pedras pequenas, porque as grandes a gente logo enxerga".

Portanto, não se julgue incapaz ou incompetente. A primeira coisa a fazer é colocar as coisas em ordem, organizar-se. Depois, concentre-se em um objetivo e nos meios para alcançá-lo. Se for necessário reciclagem, recicle. Aliás, todos precisam estar sempre em processo de reciclagem, de aprendizagem. A vida é um eterno aprendizado e no mundo moderno isto é condição sine qua nom. Os que perderam a vontade de conhecer algo novo estão fadados ao fracasso.

Uma coisa comum quando estamos em dificuldades é nos isolarmos, nos afastarmos dos outros. Imaginamos que assim será mais fácil sair da situação em que nos encontramos. Ledo engano. Ai sim, devemos buscar nos relacionar com os outros, afinal, vivemos em sociedade. Fomos criados para viver juntos. Portanto, trocar experiências pode ser uma oportunidade de dar a volta por cima, de encontra a solução mais rápida. Quase nada se faz hoje sozinho. Porque com você será diferente?

Dúvidas e incertezas sempre existirão. Melhor errar que ser omisso. Antes de dizer não, tente fazer de várias formas. Desistir no primeiro obstáculo é o comportamento dos vermes. Persistir, teimar, dos vitoriosos. Já imaginou quantas vezes Izac Niwtom tentou para, enfim, conseguir criar a lâmpada? Vinte mil vezes. Exemplos de persistência existem em abundância, mas o fundamental é acreditar na sua capacidade de atuação. Você precisa agir.

Os obstáculos, as dificuldades de percurso devem ser encaradas como uma possibilidade de reorganizar a sua vida, de buscar o rumo certo que o levará a vitória.

Só assim podemos admirar a imensa capacidade do ser humano.

Que Deus nos abençoe.

Luiz Carlos Marques

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Tudo Muda


O Supremo Tribunal Federal acaba de decidir que a vaga, em caso de coligações, pertence ao primeiro suplente do partido e não ao da coligação. Estou citando o fato, pois acompanhei, de longe, a luta travada pelo primeiro suplente de deputado Federal no Amazonas, Roberto Carlos.

Ele disputou as eleições pela coligação, pelo bem do Amazonas , que incluíam os partidos,PP, PMDB e PMN. Com a eleição do senhor Carlos Souza na chapa do senhor Amazonino Mendes, para prefeito de Manaus, a vaga foi assumida pelo senhor Lupércio Ramos. Lupercio, como se sabe, era suplente da coligação ( PMDB) e não do partido de Carlos Sousa, o PP. Aliás, Lupércio era o segundo suplente. Roberto Carlos era o suplente do partido, PP.

O fato é que o Senhor Roberto Carlos recebeu uma negativa em seu pedido para assumir a vaga de suplente, pois o entendimento era que a vaga pertencia à coligação e não ao partido. Agora o entendimento mudou. Se este fosse o entendimento há dois anos, que a vaga pertencia ao partido, o Amazonas teria outro deputado Federal.

Que pena que o entendimento tenha vindo tarde, pois, para o senhor Roberto Carlos, uma nova ação nestas condições é um tiro no ar e uma facada no mar.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Partidos Políticos


A conjuntura atual exige que se discuta o papel dos partidos políticos. Para tanto, as condições em que foram se instituindo no Brasil os partidos chama a atenção. No primeiro momento percebe-se a forte presença de uma ideologia que dá norte às ações e aos programas partidários.

A redemocratização do país possuía ainda muito das idéias européias e, portanto , a idéia de lutas de classes predominava no imaginário dos ativista políticos. Isto implicava uma seleção nos quadros partidários e conseqüentemente critérios rigorosos no seu recrutamento. Observar e cumprir o estatuto de um partido era fundamental. Por isso era fácil perceber as diferenças entre partidos. Daí a idéia de partidos de direita, de centro e de esquerda.

Para chegar ao poder, muitos líderes passaram a fazer composições. Estas composições, conhecidas como alianças, eram feitas entre partidos com idéias semelhantes ou parecidas. Mais tarde, incluíram-se também os partidos com idéias próximas. Os partidos do centro podiam coligar com qualquer um. Ora com a esquerda. Ora com a direita. Daí em diante foi muito fácil coligar partidos de direita e de esquerda sem nenhum constrangimento.

Na medida em que alianças são formadas sem nenhum critério ideológico, apenas visando a tão sonhada chegada ao poder, percebe-se que os partidos políticos, na prática estão reduzidos ao papel de ser a condição sem a qual a pessoa não sai candidato. A fidelidade partidária pode até ser invocada para se expulsar algum membro. Desde que o membro não seja do executivo. Principalmente se o membro for Presidente da Republica ou Governador de estado.

Estes, como se diz, são os representantes do povo e não do partido. Portanto, o partido não é o dono do mandato. O mandatário obedece à outra lógica. A lógica dos acordos firmados na hora das composições das coligações.

Nestas condições onde fica o partido? Qual a sua função senão a de possibilitar o interesse pessoal ou de um grupo?

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Primeira Dama


Na história do Amazonas a figura da primeira dama quase é esquecida. Isto pode estar mudando a partir deste ano com a chegada de Omar Aziz ao poder.

A grande mudança está no fato de a primeira dama participar ativamente da vida pública do estado sem, contudo estar envolvida na função administrativa. Dito de outra forma, contribui com a administração de Omar sem que para isso seja necessário uma estrutura governamental que lhe suporte. Via de regra, como esposa do governador, a assistência social seria o seu local. Assim tem sido. Entretanto, percebe-se que a senhora Nejmi Aziz, parece prescindir do cargo para exercer seu papel de primeira dama.

Talvez estejamos assistindo a ascensão de uma nova estrela no horizonte. Uma estrela com luz própria. E, se este pensamento se confirmar, em breve teremos alguém a altura para representar ou dirigir os nossos destinos.

A impressão que se tem é que a senhora Nejmi Aziz é forte e sabe muito bem o que quer.

O Governador Omar Azizis começa o seu governo com um ponto de vantagem sobre os outros. Começa a ter dentro de casa alguém com a alma e o coração do povo.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Segundo Turno



O segundo turno será definido no próximo dia 31. Nas ruas o maior marasmo. Onde está a militância dos partidos?

Boatos é o que não faltam. Programa de governo basicamente não existe. No Amazonas o eleitor está dividido entre os que acham que a vitória de Serra porá fim na Zona Franca de Manaus. Ou, os que acham que a Dilma é a favor do aborto.

Estas duas bobagens acabam tomando conta das conversas cotidianas. Não só do cidadão comum. Os políticos profissionais até reforçam o debate.

A alegria e a vontade de construir um país mais justo foram esquecidas.

PT e PSDB se esforçam para mostrar um país sem desigualdades sociais. Sem alternativas enfrentamos o dilema de termos que votar. De certa forma repetimos o modelo americano de bi-partidarismo, em que dois partidos se revezam no poder.

Os outros partidos fazem papel de coadjuvantes. Não sem importância, pelo contrário, após as eleições eles se revelam. Todos buscam uma aproximação com o poder, afinal, todo partido visa o poder.

Paradoxalmente, vivemos no mundo da informação desinformado.

O povo espera por mudanças que nunca ocorrem. Sempre os mesmos. Os discursos são tão parecidos que chegamos a creditar que são os mesmos. Mas, ainda assim vamos votar e seja o que Deus quiser.

Tudo indica que os partidos estão com os seus dias contados. A militância se profissionalizou a tal ponto que basta contratá-los nas esquinas.

Quando sairemos deste marasmo só o tempo dirá.

sábado, 26 de junho de 2010

Estratégias e táticas eleitorais modernas.


Campanhas vitoriosas são construídas. A decisão dos eleitores está envolta nas atitudes, nas opiniões, na história, no meio demográfico em que vivem as pessoas. Conta, portanto, a experiência e a intuição sobre o imaginário da população. Combinar estas coisas não é nada fácil, mas disso depende o sucesso da campanha.
Doutrinas e ideologias devem ser abandonadas, pois o que conta mesmo é o desempenho do candidato.
Portanto, a forma como o candidato se comunica com o eleitor é fundamental. Entretanto, comunicação e informação não podem confundir-se. “O objetivo de uma campanha política não é colocar novas informações na cabeça do eleitor, e sim usar as que já existem”. Para isso, não basta citar fatos. Precisamos descobrir e relacionar fatos importantes para nos comunicarmos com os eleitores, ganhar seus votos e, consequentemente, as eleições.
Precisamos ser menos racionais e mais emotivos. Portanto, devemos fazer o eleitor sonhar.
Para tanto, a comunicação de campanha tem que mostrar que os valores do candidato são os mesmos do eleitor. A linguagem do marketing político é dos valores e não do marketing comercial. A idéia de atacado e varejo serve para mercadorias, para coisas inanimadas. Estamos tratando com mentes e corações. Precisamos primeiramente conquistar o eleitor. Lembrem-se, eleição é como lavoura. Os meios de comunicação irrigam. Mas só o contato semeia.
Ganha eleição quem erra menos. Campanha vitoriosa exige perfeição. Campanha com furos exige explicações e quem muito se explica cai em descrédito. Não basta ser honesto. É fundamental passar confiança. Quando o eleitor tem confiança no candidato, moverá céus e terras para torná-lo vitorioso.
A motivação da equipe deve partir do candidato e sua coordenação. A coordenação e seus colaboradores devem assumir a campanha como sua. Afinal, você é a imagem do candidato. A derrota do candidato é a sua derrota. A vitória é a sua vitória. Pois é o seu trabalho, sua dedicação que está em jogo. Assuma a campanha como se você fosse o candidato. Seja um vencedor. Afinal, pra que entrar em uma guerra em que você não tem nada com isso.
As guerras antigas exigiam que o líder estivesse à frente. No mundo moderno as guerras não são uma questão de força, mas de estratégia, de inteligência. O voto mistura crenças e conjuntura. Esquecer quaisquer das duas é perder a eleição. Lembre-se, primeiro o eleitor decide em quem não se deve votar. Portanto, ajude-o. Reconquiste antes de qualquer coisa os seus eleitores. Depois os indecisos.
Importante. Currículo não ganha eleição. Campanha, sim. Devemos, portanto, colocar toda nossa juventude, toda nossa inteligência e nosso entusiasmo para desenvolvermos o único mecanismo que garante a vitória, a campanha.
Campanha vitoriosa requer organização e disciplina. Defina as funções. Planeje, isso maximizará os recursos. Aliás, recursos são sempre escassos. Fazer o melhor uso possível dos recursos e do tempo disponível é um grande desafio logístico e pessoal do candidato.
Devemos fazer campanha para os eleitores. Militantes e amigos, em tese, já temos os votos, dos eleitores temos que conquistar.
Mãos à obra.

Luiz Carlos Marques

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Se você vai concorrer, prepare-se

Se você decidiu que vai concorrer a um cargo público na eleição deste ano, está mais do que na hora de dar início à preparação da campanha e de sua candidatura. Tudo o que puder ser feito agora é tempo precioso que você está economizando para o contato direto com os eleitores. Há inúmeras providências que podem ser tomadas desde já e que são indispensáveis para trabalhar sem maiores sustos e sobressaltos.

Ponha em ordem sua documentação

Há certos documentos que você deve ter à mão quando começar a campanha. Provavelmente você não vai precisar usá-los. Mas nunca se sabe. Procurar documentos com a campanha em andamento é perda de tempo, é acréscimo de stress e é arriscado politicamente. Assim, suas declarações para o Imposto de Renda, por exemplo, devem estar à disposição e atualizadas. O mesmo vale para os papéis relativos à propriedade de seus bens. Não esqueça daquele terreno na praia, aonde você nunca vai, mas que o adversário pode descobrir e usar como prova de que você esconde suas propriedades.


Reúna toda documentação que regularize sua situação caso você tenha se envolvido num acidente de trânsito

Multas de trânsito e documentos que registram a ocorrência de acidentes de carro também devem estar com a quitação comprovada - e as questões relativas ao fato muito bem esclarecidas, sobretudo se houve lesões corporais. Se você tiver algum processo em andamento, é sempre melhor imaginar que ele será usado contra você. Aqui, todo cuidado é pouco. Politicamente, os piores são processos criminais, financeiros e trabalhistas. Peça ao seu advogado para reunir a documentação que você precisaria em caso de o assunto ser levantado na campanha. Faça cópias e guarde consigo a sete chaves.

Há muitos outros documentos que você deverá checar, como carteira de motorista vencida, pagamentos de impostos em dia, etc. O princípio é o mesmo para todos os casos: você não pode ser surpreendido durante a campanha por uma situação em que você precise do documento naquela hora e não o tenha à mão.

Ponha em ordem suas finanças

As razões para esta preocupação e às providências que deve tomar nesta fase anterior à campanha são as mesmas. As finanças pessoais costumam ser o calcanhar-de-aquiles de um político em campanha. Não somente dívidas, financiamentos, empréstimos e investimentos devem estar plenamente documentados com você, mas também outras despesas como viagens, compras de carro, reformas na sua casa etc. Não esqueça jamais que, como candidato, você é uma pessoa pública e seu direito à privacidade ficou muito limitado. Assim, seu padrão de gastos e de propriedades devem estar em consonância com a declaração de bens que você faz junto à Justiça Eleitoral.

Além disso, programe-se financeiramente com antecedência porque uma campanha sempre vai envolver despesas pessoais - e você deve estar preparado para enfrentá-las. Mais que isso, haverá momentos em que você terá de avalizar custos na expectativa do ingresso de contribuições. Se elas se consumarem, tudo bem. Se não, você terá que pagar as dívidas. Faça uma estimativa de quanto você pretende - ou pode - gastar na campanha com recursos próprios e depois acrescente pelo menos 50% sobre tal valor.


Ponha em ordem seu corpo

Uma campanha eleitoral implica grande desgaste físico e um potencial desequilíbrio de seu organismo. Seus hábitos de lazer, alimentação, sono, bem como o nível de stress com o qual você está acostumado a viver serão todos radicalmente alterados. Se você está obeso ou acima do peso, é hora de emagrecer. Você tem ainda algum tempo pela frente para fazer uma dieta eficiente e sem sacrifícios exagerados. Se está fora de forma, é hora de fazer exercícios - correr, caminhar - para poder enfrentar a maratona da campanha em boas condições. É também um bom momento para fazer um check up.


Se você está acima do peso, aproveite para começar uma boa dieta

Na campanha você vai ter que subir muitas escadas, caminhar bastante, andar sob a chuva, usar e abusar de sua voz em todas as situações de temperatura e clima, dormir tarde e acordar cedo - para citar algumas das provas a que terá que se submeter. Você não vai querer aparecer ofegante diante dos eleitores depois de subir alguns lanços de escada; suando após uma caminhada; com dores pelo corpo que o obriguem a procurar uma cadeira; com olheiras por não dormir o suficiente ou, o que é ainda pior, cochilando durante reuniões e encontros.

Como candidato, você não é obrigado a ser um atleta, mas precisa estar em muito boa forma. É certo que aquela escada vem depois de um dia inteiro de caminhadas, subidas, falar em pé, de um resfriado que se insinua etc. Mas para quem esperou por uma oportunidade, aquele é o primeiro contato do dia com você. Se parecer cansado, nervoso, desanimado, distraído, malvestido, vai decepcionar as pessoas e alimentar dúvidas quanto a sua disposição, capacidade de vencer, seu entusiasmo, sua juventude e, até, sua saúde.

Organize sua agenda para assegurar momentos de repouso, conforme suas necessidades, sua idade, sua compleição física, seu estado geral. Mas, quando aparecer para os eleitores, trate de mostrar o melhor de você: animado, disposto, bem vestido, atento a tudo e a todos, incansável na busca de cumprimentar e conversar com todos que puder, eloquente, confiante na vitória, transmitindo, com palavras e comportamento, confiança e entusiasmo.

Uma palavra final: Evite comer enquanto estiver em alguma atividade de campanha. Você comerá demais - e comerá o que não deve. Faça de conta que come, mas deixe para se alimentar de verdade dentro de um esquema próprio de horários e de cardápios. Beba somente água. E solte logo o copo. Não o fique segurando, não seja fotografado com copo na mão, mesmo que seja refrigerante.


Dê uma forma definitiva ao seu currículo

Seu currículo é sua biografia resumida, a base de sua imagem e o registro de suas credenciais para o cargo que pleiteia. Não é, pois, assunto que se trata com desleixo. Um erro factual pode ser explorado como mentira, como deturpação que lhe favorece ou como evidência de sua falta de credibilidade. Basta lembrar a controvérsia que envolveu Ciro Gomes na eleição presidencial de 2002. Um descuido do candidato fez com que se atribuísse dois ou três anos a mais de frequência à escola pública do que ele efetivamente cursou. Imprudência aparentemente irrelevante. Aparentemente... Explorada por seus adversários, fez com que Ciro tivesse que gastar minutos preciosos do tempo na TV para se explicar.

O currículo para a campanha deve ser elaborado com todo cuidado. Não deve omitir nada de importante - ou os adversários se encarregarão de completá-lo durante a campanha - e não deve estender nenhuma realização além do que efetivamente ocorreu - se você não chegou a terminar aquele curso, embora tenha dele participado intensamente até o fim, não estique esta informação, dizendo que fez o curso. As regras fundamentais são a sinceridade, a verdade e a precisão. Você não está obrigado, entretanto, a dar conta de cada ano de sua vida, tampouco informar itens absolutamente irrelevantes à disputa e ao cargo.


A ida de Lula a São Paulo, a bordo de um pau-de-arara, foi contada pelo atual Presidente nas eleições de 2002

Um currículo é sempre construído com um objetivo em mente. Assim, as realizações que recomendam uma pessoa para um concurso público ou para um emprego numa empresa não são necessariamente as mesmas que vão interessar o eleitor. Sem mentir e distorcer, você deve fazer uma seleção criteriosa de seu passado, valorizando mais aquelas informações que o credenciam para o cargo. O ideal, do ponto de vista eleitoral, é que o currículo contenha uma história na qual obviamente você é o protagonista. Algo que facilite sua identificação com o eleitor e que contenha os atributos de um conto: enredo e personagens capazes de dar consistência a uma narrativa interessante.

Na eleição presidencial de 2002, Lula contou a história de sua vida como uma narrativa dramática - o nascimento em Pernambuco, a viagem no pau-de-arara para São Paulo, os primeiros empregos, o acidente que provocou a perda do dedo, a família que constituiu, a experiência como líder sindical, a batalha para criar o PT, as disputas presidenciais. A história pessoal contada assim é sempre atrativa. As pessoas têm curiosidade sobre a vida de famosos e importantes e a narrativa é uma fórmula que encontra ressonância no eleitor, que com ela está familiarizado desde criança.

Atenção! Se você tem uma história de vida que pode ser apresentada como uma narrativa ou que contenha um episódio que possua tais características, use-a. Vai tornar muito mais fácil a aceitação de sua candidatura pelos eleitores. Mas se você não tem, não invente uma. Forjar uma biografia para favorecê-lo é um ato que o eleitor não perdoa - e que o adversário explora até o seu último limite.


Preparar-se para a eleição é atualizar-se

A atual fase é o momento próprio para você preparar-se para a campanha sob o ângulo intelectual. Nada na política tem evoluído com maior rapidez e profundidade do que a tecnologia da campanha eleitoral. Você precisa tomar conhecimento destas técnicas que estão a seu alcance. Todos, mesmo os políticos mais experientes, têm muito a aprender - e muito mais a reformular - na forma como conduzem suas campanhas.

Não pense que campanha moderna é sinônimo de campanha rica. A campanha moderna está ao alcance de todos, desde que os candidatos se deem ao trabalho de conhecê-la e praticá-la. Pesquisa, estratégia e marketing constituem o núcleo central da campanha moderna. Mais ainda que a campanha rica, a pobre depende da tecnologia para compensar com o cérebro e o coração o que carece de recursos.


A tecnologia dotou as campanhas eleitorais de mecanismos mais precisos na hora de definir estratégias

Produção de material gráfico, mala-direta, o uso do telefone, os próprios e clássicos corpo-a- corpo e porta-a-porta, o rádio, o trabalho de voluntários, a TV, a técnica da segmentação, os meios de adquirir informação confiável, a administração da agenda, os princípios estratégicos e erros mais comuns que se cometem constituem um corpo de conhecimentos sólido - e, em muitos casos, comprovado por pesquisas científicas - que não pode ser ignorado. Todos estes itens e outros mais foram profundamente alterados na tecnologia da moderna campanha eleitoral, com vistas a torná-los mais eficientes e produtivos. Você não vai querer se arrepender por ignorá-los. Esta é a hora certa para se atualizar.

Atenção à estratégia

Neste momento, você se encontra ainda a meses da data da eleição. Se você deu atenção às advertências feitas anteriormente, a algumas providências você já deu andamento - regularização de documentos, das finanças, da condição física, do currículo, do estudo e da atualização. Não se supõe aqui que tudo nessas áreas já está resolvido, mas que estão em andamento. Estudo e atualização, por exemplo, são atividades permanentes. Regularização da documentação às vezes exige mais tempo etc. Portanto, algumas coisas estão feitas e em andamento. É, pois, o momento de começar outras de natureza mais complexa. Começa agora a sua preparação estratégica para a campanha, que se desdobra em:

  • Posicionamento da candidatura
  • Formatação da comunicação publicitária
  • Timing
  • Segmentação do eleitorado
  • Organização do trabalho de campo

Atenção! É imprudente deixar tais questões para mais tarde, já que você dispõe de tempo agora. Mas não incida no erro oposto: o de pretender equacioná-las definitivamente agora. Trata-se de começar as tarefas. Elas demandarão ainda algum tempo para serem finalizadas. Começando agora, você ganha tempo precioso, mas não há como finalizá-las neste momento. Falta ainda a atmosfera política que a maior proximidade da campanha traz, assim como faltam os adversários e, sobretudo, a atenção mais focada e o interesse definido do eleitor pela campanha.


Essas são tarefas, entretanto, que você não conseguirá realizar sozinho. Antes de empreendê-las, você já deve ter constituído o seu estado-maior, isto é, aquelas pessoas cuja confiança, lealdade, experiência e conhecimento as credenciam para assessorá-lo na campanha. A constituição dessse grupo é um desafio a sua capacidade de selecionar as pessoas certas para as funções adequadas. Algumas delas, talvez, já o assessoram há mais tempo. Outras começarão a integrar sua equipe a partir de agora. Devem constituir um grupo capaz de trabalhar bem coletivamente, secundarizando vaidades e interesses individuais pelo objetivo maior de ganhar a eleição.

Campanhas eleitorais costumam atrair egos fortes e afirmativos, líderes nos seus campos específicos de atuação. O reconhecimento do mérito e o prêmio à competência são sempre a aprovação do candidato. Dessa situação decorre um certo grau de competitividade entre os membros que, mantido dentro dos limites fixados pelo objetivo maior de ganhar, é positivo. Extrapolar tais limites, entretanto, tornando-se uma rivalidade pessoal, é altamente destrutivo.

Ciência e arte a serviço da estratégia


A equipe de campanha precisa saber trabalhar coletivamente rumo à vitória

Além do potencial desentendimento entre os membros mais próximos do candidato, há também os fatos de natureza política e estratégica. A definição da estratégia é sempre o resultado da ciência e da arte. A ciência, sobretudo a pesquisa, leva a equipe com segurança,até um certo ponto. A partir dali, é obra da criatividade, da imaginação e do talento. Trata-se de uma criatividade que se erige sobre fundamentos sólidos do conhecimento confiável, mas a formatação final da estratégia, sua linha de comunicação com o eleitor, é obra da arte: da imagem bem escolhida, das frases bem apanhadas; da história narrada de forma atraente; da sintonia com o sentimento do eleitor; do slogan, do jingle e da marca que aderem ao candidato e o identificam para o eleitor; das propostas apresentadas com clareza e persuasão; das cores, do movimento e do ritmo das peças publicitárias.

Por isso, insistimos tanto na capacidade de a equipe saber trabalhar junto, respeitar-se e não permitir jamais que a brilhatura pessoal, a vaidade e a competição interna adquiram mais importância que o objetivo de vencer. A equipe que você vai formar terá seus cientistas (pesquisa), seus teóricos (estrategistas) e seus artistas (publicitários). Todos devem saber quais são seu momento e seu limite. Como regra, o trabalho científico – pesquisa e segmentação do eleitorado - vem antes. Sua tarefa é definir com clareza qual é a mensagem certa para o eleitorado certo. Ou seja, a mensagem da candidatura que corresponde aos sentimentos e prioridades do eleitor - e qual eleitor pode vir a votar em você.

Definida essa questão, a publicidade se encarrega de formatar a mensagem de maneira a dotá-la da capacidade de comunicação. É mediante a propaganda que a mensagem certa chega aos eleitores certos, de forma atraente, envolvente e persuasiva. Esse é um trabalho muito mais da arte que da ciência. A separação da elaboração estratégica entre as duas significa que publicitários podem dar idéias e ter o que dizer sobre as pesquisas, assim como os estrategistas e pesquisadores também sejam ouvidos sobre a comunicação. Se a equipe trabalha bem em grupo, têm-se muito a ganhar com esta fertilização cruzada.

Atenção! A penúltima palavra sobre um campo e outro pertence aos respectivos especialistas. A última palavra deve sempre ser a sua. São cuidados que podem parecer excessivos. Esteja, entretanto, certo de que não o são. Ao contrário, constituem um investimento seguro na eficiência de sua campanha.


Francisco Ferraz